9 de nov. de 2011

2/08/2011 - 07h00 / Atualizada 22/08/2011 - 14h30

Agressores e vítimas formam esquadrão anti-bullying em escola na periferia de São Paulo

Thiago Minami
Especial para UOL Educação
Em São Paulo

Comentários21
É hora do intervalo na escola estadual Jornalista David Nasser, no Capão Redondo, em São Paulo. Ao perceber que um amigo estava sendo ofendido - de novo - por termos como "bicha" e "viadinho", Amanda Soares do Nascimento, 13, resolveu partir para a briga. O grupo agressor revidou e, para não apanhar, Amanda e o amigo sairam correndo. Depois, eles tiveram de ser "escoltados" por um professor para evitar qualquer tipo de vingança. A cena, que era comum há um ano, virou caso raro.

Veja imagens do esquadrão anti-bullying em ação


Foto 31 de 31 - Em Pernambuco, Maria Luiza Goes era a mais popular da escola. Mudou-se para São Paulo e passou a sofrer bullying Shin Shikuma/UOL

Atualmente, vítimas e agressores fazem parte do mesmo grupo e divulgam pela escola a importância da tolerância e do respeito pela diferença. Dois estudantes de cada classe são escolhidos para integrar esse tipo de esquadrão contra o bullying e outras violências na escola. A ideia é resultado da combinação de dois programas -- o JCC (Jovens Construindo a Cidadania), promovido pela PM (Polícia Militar) e outro, da secretaria estadual de Educação, que institui a figura do professor-mediador [de conflitos] -- por meio de dois profissionais: a professora-mediadora Fabiana Laurentino da Silva e o policial militar Fausto Alves Ramalho.

Pode crer

Os alunos desenvolvem discussões, produção de propagandas e apresentações culturais. Para pôr fim aos maus-tratos, o teatro e a música mostraram-se bastante eficientes. O funk, ritmo apreciado por muitos, ganhou uma letra específica para o tema, redigida pelos próprios alunos. Diz um trecho: “a amizade é muito boa, estamos na escola para aprender. O bullying é muito errado e nisso você pode crer”.
Além de acalmar os ânimos, o contato com a arte e o fato de encontrar meios de se expressar revelou alguns talentos. Gustavo Soares da Rocha, 15, por exemplo, é o centro das atenções com as músicas que toca para difundir ideias de tolerância. Antes do programa, o garoto era o terror da escola -- com histórico de depredação do prédio e brigas com os colegas. "[Fazia aquilo] para fazer graça e ganhar respeito dos outros", conta. "Mas tem outras maneiras de fazer isso", explica.
Até agosto deste ano, o grupo se reunia em horário de aula, mas passou a fazer parte do conjunto de atividades extracurriculares. Os professores e a direção avaliaram que os estudantes não podiam abrir mão desse tempo em classe, apredendo as matérias do currículo.

De agressor a exemplo

Combinando as iniciativas, Ramalho e Fabiana têm trabalhado para tornar os causadores dos maus-tratos em combatentes da violência. Eles aproveitam o potencial de liderança e mobilização dos antigos agressores, usando essas características para evitar o bullying.
Maria Luiza Goes, 13, já experimentou os dois lados. Pernambucana, a menina debochava dos colegas estudiosos, perseguindo-os e chamando-os de "nerds" quando morava no Nordeste. Quando chegou à capital paulista, ela passou à posição oposta: “Fui chamada de nerd várias vezes”, conta. Depois de ter entrado no grupo, ela, que já havia se arrependido do que fazia na antiga escola, tenta passar sua experiência aos outros para que a história não se repita.
A história de Laiane Lopes Neres, 12, é parecida: ela já foi vítima e agressora. Ao representar uma personagem que se enforca por causa das seguidas agressões, a aluna se emociona e chora ao lembrar dos sentimentos que vieram à tona. “Nunca imaginei como seria estar numa situação assim”, afirma.

Diálogo

O grupo sabe de cor o que é bullying: “agressões físicas ou verbais repetidas que podem levar à depressão e até ao suicídio”. A definição, burocrática, ganha outras cores com casos como o de Mateus da Conceição, 13, que fala pelos cotovelos e não tem problemas para se expressar em público. Quem o vê hoje em dia não imagina que já sofreu depressão, parou até de comer e cogitou o suicídio. “Era tão humilhado que perdi a vontade de tudo”, conta. Para descontar a tristeza que sentia, resolveu atazanar um colega. “Puxava o cabelo dele, batia até deixar a cara roxa. Hoje vejo que coisa horrível eu fiz”, conta.
Para esses alunos, o grupo anti-bullying representou o fim de uma longa e triste história. “Agora sei que nunca deveria ter partido para a agressão”, diz Amanda. A intenção é justamente essa: substituir a violência pelo diálogo na resolução dos conflitos entre as crianças e os jovens -- conflitos esses que sempre vão existir.
“Queremos também mostrar à vítima que ela tem com quem contar dentro da escola”, diz Fabiana que sempre tenta colocar agressores e vítimas frente a frente para ajudá-los a resolver os conflitos. Muitas dessas duplas acabam se tornando amigos, como é o caso de Juliana Neres, 15, e Gustavo Soares da Rocha, 15. O garoto costumava xingá-la "por causa dos cadarços coloridos que [ela] usava". Atualmente, eles não se desgrudam e têm o hábito de realizar longos duelos ao estilo Harry Potter.
A turma está pensando agora em promover uma passeata pelo bairro para promover a luta contra o bullying. Eles querem até chamar uma fanfarra para animar a caminhada. Também negociam uma participação no programa “Altas Horas”, da Rede Globo, para mostrar o trabalho desenvolvido. “Vamos levar a discussão a outras escolas e até a países estrangeiros, pois o bullying não é um problema só do Brasil”, diz um dos alunos, apoiado em seguida pelos outros. 

2 de out. de 2011

PROJETO DE COMBATE AO BULLYING - Jovens Construindo a Cidadania Escola Estadual Jornalista David Nasser


Jovens Construindo a Cidadania Escola David Nasser - Projeto de Combate ao Bullying


Unidos para um único propósito.

Oi galera, aqui está toda a turma do JCC:
Com alunos de todas as séries, o Projeto conta com o apoio de todos

Por: Kayam Mendes カヤンs.

Agradecemos a todos, que de alguma forma ajudaram o JCC em todas suas ações na escola.

Em parceria com o Jovens Construindo a Cidadania (JCC) e o Proerd o Jogador Ewerthon visitou algumas escolas no Jardim Ângela







Postado por Ewerthon em 06/05/2010 19:45

Um dia diferente
Fala pessoal,

Na semana passada fui convidado para apoiar o PROERD, um projeto da polícia militar de São Paulo, na região do Jardim Ângela e Capão Redondo, uma das áreas mais violentas da cidade.

Deu pra ver que o pessoal da PM está fazendo um trabalho bem legal com as crianças dessa região para prevenção as drogas e a violência. Mostrando que há um outro caminho, o do estudo, do esporte, que pode ser muito mais promissor.

Eu visitei dois colégios da região e pude ver que é um trabalho sério e que está trazendo resultados. Passei uma mensagem para as crianças e foi muito emocionante ver o sorriso no rosto deles, ver que de alguma forma eu participei de um momento diferente e legal na vida deles.

Agradeço ao pessoal da polícia militar de São Paulo por essa oportunidade que com certeza foi um dos momentos mais emocionantes que tive depois que voltei a morar no Brasil.
Um abraço a todos,
Ewerthon


Comentários (3):

Em 7/05/2010, às 11:51:43, Gilberto L. Castro disse:
Ewerthon, parabéns pelo seu trabalho e por dedicar parte do seu tempo para fazer coisa para pessoas que precisam! grande abraço!


Em 11/06/2010, às 16:41:41, Alencastro disse:
Pô negrão, no palmeira, tua case é o timao com a saida do dentinho.
Ah e vai sonhando com a seleção...


Em 26/07/2010, às 00:08:40, Lucas disse:
Parabéns aew cara!!!
Continua assim e tbm nessa crescente no Verdão mano.. Com Felipão agora é tudo nosso!!




Policiais instrutores do Proerd do 37°BPM/M Capão Redondo Jardim Ângela e Campo Limpo realizam a campanha do desarmamento infantil

11/04/2011 08h08 - Atualizado em 11/04/2011 08h24


Campanha de desarmamento infantil recolhe armas de brinquedo

Crianças poderão trocá-las por gibis nas escolas e em bases da PM em SP.
Objetivo é conscientizar famílias sobre os riscos da violência.

Desarmamento Infantil Capão Redondo e Jadim Ângela

“Elas [as armas de brinquedo] trazem um símbolo de violência, e o nosso objetivo é fazer com que as crianças e também os adultos saibam dos problemas trazidos pelas armas de fogo e da possibilidade de entrega”, diz Alice Ribeiro, do Instituto Sou da Paz.

EX4 nas escolas e Jovens Construindo a Cidadania


A Banda EX4 com o Projeto EX4 nas escolas em parceria com o JCC do 37° BPM/M com o Policial Fausto Alves Ramalho, visitaram algumas escolas na região do Jardim Ângela para mostrar a arte do Rock e falar contra as drogas
Escolas:
E.E Herculano de Freitas - EMEF Clemente Pastore - E.E Raul Poletto - EMEF Teresa Margarida da Silva e Orta - E.E Samuel Morse.

A 2°Cia do 37°BPM/M foi exemplo de bom policiamento e integração entre a Policia e a Comunidade



Parceria entre polícia e moradores diminui violência em bairros de SP

Na região do Jardim Ângela, crimes foram reduzidos.
Em Diadema, comerciantes reclamam instalação de base policial.

Do G1 SP


No Jardim Aracati, região do Jardim Ângela, na Zona Sul de São Paulo, um exemplo de boa convivência entre os moradores e a Polícia Militar. As crianças até sabem de cor o hino da corporação. A região era marcada por assassinatos de jovens e roubos. Mas uma parceria mudou essa realidade. Um clube esportivo da comunidade cedeu uma casa, onde passou a funcionar 2ª Companhia da PM, com 141 policiais.
“Eles combatem as drogas na porta da escola, socorre as pessoas, não é só um trabalho policial e, sim, de amigo”, diz a aposentada Maria Lavínia.
“Algumas vezes nós somos o que eles têm aqui. Eles não têm pra quem pedir ajuda e estamos nós pra dar assistência, como um caso de um senhor que estava infartando e a gente socorreu ele”, conta o soldado da PM Fausto Alves Ramalho.
A parceria entre polícia e comunidade vai além. O mesmo clube que cedeu a casa doou o terreno onde está sendo construído o batalhão da PM. Moradores e policiais é que estão ajudando a construir o prédio. “No momento que diminui a violência todo mundo sai ganhando”, diz, convencido, Arnaldo Francisco da Silva, encarregado de obra.
A parceria foi a saída também para um bairro nobre de São Paulo. Na região dos Jardins, os moradores comemoram oito meses sem nenhuma casa assaltada.


“Nós implementamos um plano de ação junto com as polícias aqui na nossa região. Fixamos pontos de monitoramento mais essenciais aqui no bairro, que tinha uma sensação de insegurança, houve a instalação de bases móveis aqui, tanto no Jardim Paulistano, na Alameda Gabriel [Monteiro da Silva], como na Avenida [Brigadeiro] Faria Lima, com a [Avenida] Cidade Jardim e esse patrulhamento, tanto de carros, quanto de motos, além dessas orientações que semanalmente são passadas pelas polícias pra Ame Jardins e repassadas para os moradores”, explica o diretor executivo da Ame Jardins, João Maradei Júnior.
ABC
Em Diadema, as elevadas estatísticas de assassinatos caíram, mas cresceu o número de assaltos. No Jardim Marilene, os comerciantes “colecionam” boletins de ocorrência. Eles reivindicam uma base comunitária no local. “Gostaria de ter uma resposta como cidadã, que pago meus impostos, gostaria de ter uma resposta das autoridades porque não tem um policiamento numa área comercial dessa?”, diz Rosa Maria Silva Correia, dona de uma banca de revistas.


O estado de São Paulo tem 94 mil policiais militares e 36 mil civis. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) diz que os índices de violência caíram em todo o estado. Foram 1054 homicídios entre abril e junho deste ano, uma queda de 9,84% em relação ao mesmo período do ano passado (1169). No caso dos latrocínios (roubo seguido de morte), a queda foi de 21,79%.
Ainda assim, os moradores da capital paulista reclamam. “Moro na Zona Leste e lá tem muito assalto a carro, muitos barzinhos, então os ladrões estão no pedaço lá”, reivindica o auxiliar de cadastro Tiago frias.
“Eu moro em Imirim, na Região de Santana, na Zona Norte, e a delegacia mais perto é meia hora, 40 minutos a pé, não tem condução pra lá, tem que ir á pé se eu quiser ir e patrulhamento na rua eu não lembro a última vez que eu vi uma viatura passando lá”, queixa-se Adriano Pascoal.
Investir em educação
Para o promotor da Infância e da Juventude Antônio Domingues Farto Neto, o fato das drogas estarem muito baratas e de fácil acesso, fez aumentar também o número de jovens que estão se drogando, e isso faz com que eles cometam mais crimes.
“Acho que nós temos que investir em juventude, nós temos que evitar os marginais do futuro. Temos que tentar fazer com que o jovem não enverede pelo tráfico, não se sinta atraído pelo tráfico, antes que ele complete 18 anos. Porque depois que ele cai no sistema penitenciário, depois que ele pega uma pena alta, a chance de recuperação dele é muito menor”, diz Farto Neto
Para investir na recuperação de menores infratores existe hoje a Fundação Casa. Quase 60%das internações são por causa do tráfico e dos roubos. A região metropolitana de São Paulo tem 17 unidades. Em uma delas, em Osasco, metade dos funcionários é da própria instituição e a outra metade de uma ONG, bem diferente do modelo penitenciário de antes. Para o promotor, isso faz com que o olhar dos funcionários em relação ao adolescente mude, e o resultado seja muito positivo.
“Temos profissionais dedicados à disciplina e os profissionais que trabalham na área educacional. A gente tem atividade o dia inteiro, atividades profissionais, atividades de arte e cultura, esporte e o cuidado da casa também fica sob a responsabilidade deles”, diz a diretora da unidade e assistente social, Gilcélia Cristina Lopes Alvim. Segundo ela, os menores ainda contam com cursos profissionalizantes de manutenção de microcomputadores, culinária e informática.
Todo este trabalho enche de esperança quem conta os dias para deixar a Fundação Casa. “Vou ser uma outra pessoa porque hoje eu tenho uma base, meu pensamento de antes mudou. Serei o orgulho da minha família”, diz um menor.
Fonte:G1

23 de set. de 2011

O Proerd conta com o apoio de Artistas e atletas. Raul Gil - Hernanes - Dentinho - Rogerio Ceni - Vagner Lover - Cristiane Oliveira e Luan Santana


O Proerd o (Programa Educaional de Resistências às Drogas e a Violência) conta com o apoio de Artistas e atletas, personalidades conhecidas e queridas por todos. Raul Gil - Hernanes - Dentinho - Rogerio Ceni - Vagner Lover - Cristiane Oliveira e Luan Santana











22 de set. de 2011

Drogas lícitas e ilícitas


As drogas, substâncias naturais ou sintéticas que possuem a capacidade de alterar o funcionamento do organismo, são divididas em dois grandes grupos, segundo o critério de legalidade perante a Lei: drogas lícitas e ilícitas.

As drogas lícitas são aquelas legalizadas, produzidas e comercializadas livremente e que são aceitas pela sociedade. Os dois principais exemplos de drogas lícitas na nossa sociedade são o cigarro e o álcool. Outros exemplos de drogas lícitas: anorexígenos (moderadores de apetite), benzodiazepínicos (remédios utilizados para reduzir a ansiedade), etc.

Já a cocaína, a maconha, o crack, a heroína, etc., são drogas ilícitas, ou seja, são drogas cuja comercialização é proibida pela legislação. Além disso, as mesmas não são socialmente aceitas.

É importante ressaltar que não é pelo fato de serem lícitas, que essas drogas são pouco ameaçadoras; a alerta é da Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo o órgão, as drogas ilícitas respondem por 0,8% dos problemas de saúde em todo o mundo, enquanto o cigarro e o álcool, juntos, são responsáveis por 8,1% desses problemas.
Nesse sentido, muitos questionam a aceitação, por parte da sociedade, das drogas lícitas, uma vez que as mesmas são prejudiciais para a saúde e também causam dependência nos usuários. Assim, o critério de legalidade ou não de uma droga é historicamente variável e não está relacionado, necessariamente, com a gravidade de seus efeitos. Alguns até mesmo afirmam que esse critério é fruto de um jogo de interesses políticos, e, sobretudo, econômicos.
Por Tiago Dantas